Cartoons muitooo legais!!assistam a todos!!
http://www.animalssavetheplanet.com/media/swf/design_video.swf?vidNumber=1
Roberta (Pôia)
quarta-feira, 28 de abril de 2010
IV Seminário Trilhas Urbanas de Educação Ambiental
O Programa Trilhas Urbanas, em parceria com o Núcleo de Gestão Descentralizada Centro-Oeste e o Laboratório de Educação e Ambiente (TEIA/USP), promoverá, nos dias 18 e 19 de Junho de 2010, o IV Seminário Trilhas Urbanas de Educação Ambiental. O tema deste ano é "URBANIZAÇÃO, ÁGUA E MUDANÇAS CLIMÁTICAS: OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL NO SÉCULO XXI" e tem como objetivo "Discutir e compreender o papel da Educação Ambiental na abordagem das questões fundamentais que surgem na primeira década do século XXI: O crescimento das cidades e seu impacto no uso e conservação da água, as consequências das Mudanças Climáticas para o planeta e as perspectivas para o futuro."
O evento é gratuito e ocorrerá no auditório do Parque Previdência, sede da NGD-Centro Oeste. Serão realizadas palestras com Aziz Ab'Saber (a confirmar), Nídia Pontuska, Hélia Pereira, Marcos Buckeridge e Pedro R. Jacobi. Haverá, também, espaço para a apresentação de trabalhos em forma de painéis com o tema proposto para o evento.
O formulário de inscrição está no site http://trilhasurbanassvma.blogspot.com/p/inscricoes-para-o-iv-seminario.html
Funcionários públicos devem preencher o RF e os demais dados para que seja válida a inscrição. Os que desejam inscrever painéis, pedimos que já preencha o campo com o título, autores e resumo do trabalho no ato da inscrição. A confirmação das vagas e dos trabalhos será por ordem de chegada.
Roberta (Pôia)
O evento é gratuito e ocorrerá no auditório do Parque Previdência, sede da NGD-Centro Oeste. Serão realizadas palestras com Aziz Ab'Saber (a confirmar), Nídia Pontuska, Hélia Pereira, Marcos Buckeridge e Pedro R. Jacobi. Haverá, também, espaço para a apresentação de trabalhos em forma de painéis com o tema proposto para o evento.
O formulário de inscrição está no site http://trilhasurbanassvma.blogspot.com/p/inscricoes-para-o-iv-seminario.html
Funcionários públicos devem preencher o RF e os demais dados para que seja válida a inscrição. Os que desejam inscrever painéis, pedimos que já preencha o campo com o título, autores e resumo do trabalho no ato da inscrição. A confirmação das vagas e dos trabalhos será por ordem de chegada.
Roberta (Pôia)
Conferência Internacional de Educação para o Desenvolvimento Sustentável
8/4/2010
De 18/5/2010 a 20/5/2010
Faltam 20 dias para o início do evento. Duração: 3 dias
Agência FAPESP – A Conferência Internacional de Educação para o Desenvolvimento Sustentável será realizada entre os dias 18 e 20 de maio, no Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores do Estado do Paraná (Cietep), em Curitiba.
O evento se insere na programação da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2004-2015) decretada pela Organização das Nações Unidas.
A conferência está dividida em quatro temas: “O papel da educação para a sustentabilidade nas universidades, empresas e governo”, “Inovação e sustentabilidade para a empregabilidade”, “Energia renovável para a equidade” e “Educação e cultura para a conservação”. Cada área temática será dividida em subtemas.
A Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável procura integrar valores inerentes ao processo de desenvolvimento sustentável em processos de aprendizagem com o intuito de encorajar mudanças de comportamento.
Em paralelo à conferência, será realizado o 5º Encontro Internacional dos Centros Regionais de Expertises.
O Cietep está localizado na Av. Comendador Franco, 1.341, Jardim Botânico, Curitiba (PR). Informações e inscrições: www.prppg.ufpr.br/eds2010
De 18/5/2010 a 20/5/2010
Faltam 20 dias para o início do evento. Duração: 3 dias
Agência FAPESP – A Conferência Internacional de Educação para o Desenvolvimento Sustentável será realizada entre os dias 18 e 20 de maio, no Centro Integrado dos Empresários e Trabalhadores do Estado do Paraná (Cietep), em Curitiba.
O evento se insere na programação da Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2004-2015) decretada pela Organização das Nações Unidas.
A conferência está dividida em quatro temas: “O papel da educação para a sustentabilidade nas universidades, empresas e governo”, “Inovação e sustentabilidade para a empregabilidade”, “Energia renovável para a equidade” e “Educação e cultura para a conservação”. Cada área temática será dividida em subtemas.
A Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável procura integrar valores inerentes ao processo de desenvolvimento sustentável em processos de aprendizagem com o intuito de encorajar mudanças de comportamento.
Em paralelo à conferência, será realizado o 5º Encontro Internacional dos Centros Regionais de Expertises.
O Cietep está localizado na Av. Comendador Franco, 1.341, Jardim Botânico, Curitiba (PR). Informações e inscrições: www.prppg.ufpr.br/eds2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Resenha: Fantoches e outras histórias – um projeto de arte e educação ambiental
O livro “Fantoches e outras histórias – um projeto de arte e educação ambiental”, publicado pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, mostra-se um instrumento bastante sólido e útil na elucidação das conseqüências das ações antrópicas sobre a natureza.
A robustez desse projeto baseia-se na utilização a linguagem artística como instrumento para discussão da temática ambiental, visto que além de ser uma forma eficiente para o entendimento das crianças é também um língua universal. Com o teatro de fantoches, as crianças atendidas (crianças de escolas públicas) têm o primeiro contato com a problemática dialética entre preservação e progresso, bem como as primeiras noções de conscientização em relação às atitudes pequenas que contribuem para reversão de tal quadro.
Outro aspecto de relevante importância é a possibilidade de multiplicação contemplada por este projeto, uma vez que os docentes das escolas atendidas recebem um repasse desse método de ensino, a fim de promoverem uma continuidade dessa idéia nessa e em outras escolas que eventualmente lecionem.
Um aspecto não abordado nesse projeto, porém entendido em função do público alvo, é a elucidação dos problemas em escalas maiores, os principais responsáveis pelo quadro de acelerada degradação ambiental. Ou seja, promover discussões e debates (mesmo que de forma subliminar) que possibilitem a compreensão de que em vez de, simplesmente, reciclar um material ou outro, entenda a problemática do consumo desenfreado e amplamente divulgado pelas mais distintas formas de mídia que acarretam na absurda quantidade desses resíduos nos ecossistemas; ou que, em vez de plantar uma árvore uma vez por ano, possam enxergar o real impacto das multinacionais e atividades agro-pecuárias que devastam nossas florestas.
Considerando que há um repasse para os professores, os aspectos supracitados (real entendimento dos comportamentos políticos-econômicos-socias que convergem no quadro atual da relação natureza x progresso) poderiam ser abordados nessa transferência de informação, haja vista que a capacitação profissional desses docentes pode não ter englobado essas discussões de suma importância. Entretanto, uma vez que publicado pelo Estado, esses interesses com certeza não estão em questão.
André Pardal, Renê Gonçalves e Rodolfo Probst
A robustez desse projeto baseia-se na utilização a linguagem artística como instrumento para discussão da temática ambiental, visto que além de ser uma forma eficiente para o entendimento das crianças é também um língua universal. Com o teatro de fantoches, as crianças atendidas (crianças de escolas públicas) têm o primeiro contato com a problemática dialética entre preservação e progresso, bem como as primeiras noções de conscientização em relação às atitudes pequenas que contribuem para reversão de tal quadro.
Outro aspecto de relevante importância é a possibilidade de multiplicação contemplada por este projeto, uma vez que os docentes das escolas atendidas recebem um repasse desse método de ensino, a fim de promoverem uma continuidade dessa idéia nessa e em outras escolas que eventualmente lecionem.
Um aspecto não abordado nesse projeto, porém entendido em função do público alvo, é a elucidação dos problemas em escalas maiores, os principais responsáveis pelo quadro de acelerada degradação ambiental. Ou seja, promover discussões e debates (mesmo que de forma subliminar) que possibilitem a compreensão de que em vez de, simplesmente, reciclar um material ou outro, entenda a problemática do consumo desenfreado e amplamente divulgado pelas mais distintas formas de mídia que acarretam na absurda quantidade desses resíduos nos ecossistemas; ou que, em vez de plantar uma árvore uma vez por ano, possam enxergar o real impacto das multinacionais e atividades agro-pecuárias que devastam nossas florestas.
Considerando que há um repasse para os professores, os aspectos supracitados (real entendimento dos comportamentos políticos-econômicos-socias que convergem no quadro atual da relação natureza x progresso) poderiam ser abordados nessa transferência de informação, haja vista que a capacitação profissional desses docentes pode não ter englobado essas discussões de suma importância. Entretanto, uma vez que publicado pelo Estado, esses interesses com certeza não estão em questão.
André Pardal, Renê Gonçalves e Rodolfo Probst
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Oi, pessoal, aqui está a comparação entre "Educação ou Adestramento Ambiental" e "A Educação Ambiental na Europa".
O movimento ecológico como movimento global se popularizou na década de 80, e desde então ainda não está completamente definido e vem enfrentando críticas. Paula Brügger, em "Educação ou Adestramento Ambiental" compara o formato atual da educação com um adestramento, que adequa as pessoas ao modelo social vigente e não cria uma visão crítica. Segundo ela, ainda há o enorme problema da compartimentalização, que separa a educação ambiental entre Ciências Humanas e Ciências Exatas (que tratam os temas ecológicos de maneira técnica), quando o ideal seria a integração entre elas. Em "A Educação Ambiental na Europa", André Giordan diz que muitas vezes a informação ambiental na Europa não passa de propagandismo e que, quando e intenção é realmente informar, isso ocorre de maneira ilegível ou imcompreensível. Portanto, ambos criticam o modelo vigente de educação ambiental e buscam encaminhar novos modelos, tendo como ponto central a geração de visão crítica.
Brügger enfatiza que a educação ambiental (EA) como mera reprodução de informações e habilidades (adestramento) pode tornar-se instrumento da perpetuação de um modelo social injusto. E isso, também segundo a autora, é mais grave nos países de terceiro mundo, onde os governantes não têm, em muitos casos, um comprometimento com o bem estar social e ambiental de seu país.
Giordan vê como ponto positivo da EA na Europa, a criação de redes. Essas redes podem ser regionais ou nacionais, envolvendo escolas, governo, associações, sendo que a última coordena a primeira. Podem também não apresentar hierarquia administrativa, como as redes que ligam escolas com problemas ambientais comuns. Essas redes apresentam sistemas de avaliação, para verificar a eficácia do que é realizado,
A EA pode ser informal, como a realizada pela mídia, por exemplo. Porém, a mídia normalmente se restringe ao "Plante uma árvore no dia da árvore" e fica de lado o que Paula Brügger considera essencial: o questionamento das causas do desmatamento, dos motivos do "progresso", bem como quem o impulsiona.
Já a EA formal (1º e 2º graus, graduação e pós-graduação) também encontra-se atualmente restrita, compartimentalizada e, consequentemente, ineficaz. Por isso, André Giordan cita algumas estratégias pedagógicas para que a EA realmente crie mudanças nos hábitos dos alunos fora da sala de aula. O autor considera que o primeiro passo da EA é a sensibilização, que se dá em termos do que se considera desagradável e está inserido no cotidiano das pessoas. Ou seja, primeiro se dá a sensibilização a nível local (motivação), para depois se criar uma consciência global. Além disso, Giordan deixa bem claro que identificar problemas deve ser tarefa do aluno e não do professor. É tarefa do aluno também analisar as causas, suas interrelações e hierarquizá-las (investigação), procurar soluções alternativas e por fim propor ações.
Enfim, nota-se que apesar de a preocupação com o ambiente ter surgido há pelo menos cinco décadas e ter se popularizado a nível global há 30 anos, a educação ambiental ainda é alvo de muitos questionamentos sobre a sua eficácia. Mas os estudiosos do assunto não se atém às críticas, mas também dão sugestões para que se implemente um modelo de EA que possa finalmente cumprir seus objetivos.
Ana Lívia Ferreira Furtado
Tainá Garcia
O movimento ecológico como movimento global se popularizou na década de 80, e desde então ainda não está completamente definido e vem enfrentando críticas. Paula Brügger, em "Educação ou Adestramento Ambiental" compara o formato atual da educação com um adestramento, que adequa as pessoas ao modelo social vigente e não cria uma visão crítica. Segundo ela, ainda há o enorme problema da compartimentalização, que separa a educação ambiental entre Ciências Humanas e Ciências Exatas (que tratam os temas ecológicos de maneira técnica), quando o ideal seria a integração entre elas. Em "A Educação Ambiental na Europa", André Giordan diz que muitas vezes a informação ambiental na Europa não passa de propagandismo e que, quando e intenção é realmente informar, isso ocorre de maneira ilegível ou imcompreensível. Portanto, ambos criticam o modelo vigente de educação ambiental e buscam encaminhar novos modelos, tendo como ponto central a geração de visão crítica.
Brügger enfatiza que a educação ambiental (EA) como mera reprodução de informações e habilidades (adestramento) pode tornar-se instrumento da perpetuação de um modelo social injusto. E isso, também segundo a autora, é mais grave nos países de terceiro mundo, onde os governantes não têm, em muitos casos, um comprometimento com o bem estar social e ambiental de seu país.
Giordan vê como ponto positivo da EA na Europa, a criação de redes. Essas redes podem ser regionais ou nacionais, envolvendo escolas, governo, associações, sendo que a última coordena a primeira. Podem também não apresentar hierarquia administrativa, como as redes que ligam escolas com problemas ambientais comuns. Essas redes apresentam sistemas de avaliação, para verificar a eficácia do que é realizado,
A EA pode ser informal, como a realizada pela mídia, por exemplo. Porém, a mídia normalmente se restringe ao "Plante uma árvore no dia da árvore" e fica de lado o que Paula Brügger considera essencial: o questionamento das causas do desmatamento, dos motivos do "progresso", bem como quem o impulsiona.
Já a EA formal (1º e 2º graus, graduação e pós-graduação) também encontra-se atualmente restrita, compartimentalizada e, consequentemente, ineficaz. Por isso, André Giordan cita algumas estratégias pedagógicas para que a EA realmente crie mudanças nos hábitos dos alunos fora da sala de aula. O autor considera que o primeiro passo da EA é a sensibilização, que se dá em termos do que se considera desagradável e está inserido no cotidiano das pessoas. Ou seja, primeiro se dá a sensibilização a nível local (motivação), para depois se criar uma consciência global. Além disso, Giordan deixa bem claro que identificar problemas deve ser tarefa do aluno e não do professor. É tarefa do aluno também analisar as causas, suas interrelações e hierarquizá-las (investigação), procurar soluções alternativas e por fim propor ações.
Enfim, nota-se que apesar de a preocupação com o ambiente ter surgido há pelo menos cinco décadas e ter se popularizado a nível global há 30 anos, a educação ambiental ainda é alvo de muitos questionamentos sobre a sua eficácia. Mas os estudiosos do assunto não se atém às críticas, mas também dão sugestões para que se implemente um modelo de EA que possa finalmente cumprir seus objetivos.
Ana Lívia Ferreira Furtado
Tainá Garcia
Oi, pessoal, aqui está a comparação entre "Educação ou Adestramento Ambiental" e "A Educação Ambiental na Europa".
O movimento ecológico como movimento global se popularizou na década de 80, e desde então ainda não está completamente definido e vem enfrentando críticas. Paula Brügger, em "Educação ou Adestramento Ambiental" compara o formato atual da educação com um adestramento, que adequa as pessoas ao modelo social vigente e não cria uma visão crítica. Segundo ela, ainda há o enorme problema da compartimentalização, que separa a educação ambiental entre Ciências Humanas e Ciências Exatas (que tratam os temas ecológicos de maneira técnica), quando o ideal seria a integração entre elas. Em "A Educação Ambiental na Europa", André Giordan diz que muitas vezes a informação ambiental na Europa não passa de propagandismo e que, quando e intenção é realmente informar, isso ocorre de maneira ilegível ou imcompreensível. Portanto, ambos criticam o modelo vigente de educação ambiental e buscam encaminhar novos modelos, tendo como ponto central a geração de visão crítica.
Brügger enfatiza que a educação ambiental (EA) como mera reprodução de informações e habilidades (adestramento) pode tornar-se instrumento da perpetuação de um modelo social injusto. E isso, também segundo a autora, é mais grave nos países de terceiro mundo, onde os governantes não têm, em muitos casos, um comprometimento com o bem estar social e ambiental de seu país.
Giordan vê como ponto positivo da EA na Europa, a criação de redes. Essas redes podem ser regionais ou nacionais, envolvendo escolas, governo, associações, sendo que a última coordena a primeira. Podem também não apresentar hierarquia administrativa, como as redes que ligam escolas com problemas ambientais comuns. Essas redes apresentam sistemas de avaliação, para verificar a eficácia do que é realizado,
A EA pode ser informal, como a realizada pela mídia, por exemplo. Porém, a mídia normalmente se restringe ao "Plante uma árvore no dia da árvore" e fica de lado o que Paula Brügger considera essencial: o questionamento das causas do desmatamento, dos motivos do "progresso", bem como quem o impulsiona.
Já a EA formal (1º e 2º graus, graduação e pós-graduação) também encontra-se atualmente restrita, compartimentalizada e, consequentemente, ineficaz. Por isso, André Giordan cita algumas estratégias pedagógicas para que a EA realmente crie mudanças nos hábitos dos alunos fora da sala de aula. O autor considera que o primeiro passo da EA é a sensibilização, que se dá em termos do que se considera desagradável e está inserido no cotidiano das pessoas. Ou seja, primeiro se dá a sensibilização a nível local (motivação), para depois se criar uma consciência global. Além disso, Giordan deixa bem claro que identificar problemas deve ser tarefa do aluno e não do professor. É tarefa do aluno também analisar as causas, suas interrelações e hierarquizá-las (investigação), procurar soluções alternativas e por fim propor ações.
Enfim, nota-se que apesar de a preocupação com o ambiente ter surgido há pelo menos cinco décadas e ter se popularizado a nível global há 30 anos, a educação ambiental ainda é alvo de muitos questionamentos sobre a sua eficácia. Mas os estudiosos do assunto não se atém às críticas, mas também dão sugestões para que se implemente um modelo de EA que possa finalmente cumprir seus objetivos.
O movimento ecológico como movimento global se popularizou na década de 80, e desde então ainda não está completamente definido e vem enfrentando críticas. Paula Brügger, em "Educação ou Adestramento Ambiental" compara o formato atual da educação com um adestramento, que adequa as pessoas ao modelo social vigente e não cria uma visão crítica. Segundo ela, ainda há o enorme problema da compartimentalização, que separa a educação ambiental entre Ciências Humanas e Ciências Exatas (que tratam os temas ecológicos de maneira técnica), quando o ideal seria a integração entre elas. Em "A Educação Ambiental na Europa", André Giordan diz que muitas vezes a informação ambiental na Europa não passa de propagandismo e que, quando e intenção é realmente informar, isso ocorre de maneira ilegível ou imcompreensível. Portanto, ambos criticam o modelo vigente de educação ambiental e buscam encaminhar novos modelos, tendo como ponto central a geração de visão crítica.
Brügger enfatiza que a educação ambiental (EA) como mera reprodução de informações e habilidades (adestramento) pode tornar-se instrumento da perpetuação de um modelo social injusto. E isso, também segundo a autora, é mais grave nos países de terceiro mundo, onde os governantes não têm, em muitos casos, um comprometimento com o bem estar social e ambiental de seu país.
Giordan vê como ponto positivo da EA na Europa, a criação de redes. Essas redes podem ser regionais ou nacionais, envolvendo escolas, governo, associações, sendo que a última coordena a primeira. Podem também não apresentar hierarquia administrativa, como as redes que ligam escolas com problemas ambientais comuns. Essas redes apresentam sistemas de avaliação, para verificar a eficácia do que é realizado,
A EA pode ser informal, como a realizada pela mídia, por exemplo. Porém, a mídia normalmente se restringe ao "Plante uma árvore no dia da árvore" e fica de lado o que Paula Brügger considera essencial: o questionamento das causas do desmatamento, dos motivos do "progresso", bem como quem o impulsiona.
Já a EA formal (1º e 2º graus, graduação e pós-graduação) também encontra-se atualmente restrita, compartimentalizada e, consequentemente, ineficaz. Por isso, André Giordan cita algumas estratégias pedagógicas para que a EA realmente crie mudanças nos hábitos dos alunos fora da sala de aula. O autor considera que o primeiro passo da EA é a sensibilização, que se dá em termos do que se considera desagradável e está inserido no cotidiano das pessoas. Ou seja, primeiro se dá a sensibilização a nível local (motivação), para depois se criar uma consciência global. Além disso, Giordan deixa bem claro que identificar problemas deve ser tarefa do aluno e não do professor. É tarefa do aluno também analisar as causas, suas interrelações e hierarquizá-las (investigação), procurar soluções alternativas e por fim propor ações.
Enfim, nota-se que apesar de a preocupação com o ambiente ter surgido há pelo menos cinco décadas e ter se popularizado a nível global há 30 anos, a educação ambiental ainda é alvo de muitos questionamentos sobre a sua eficácia. Mas os estudiosos do assunto não se atém às críticas, mas também dão sugestões para que se implemente um modelo de EA que possa finalmente cumprir seus objetivos.
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